Já falámos aqui sobre sites lentos. Mas os dados que saíram recentemente tornaram impossível não voltar ao tema — desta vez com números concretos.
A matemática da velocidade
Estudos compilados pela ALM Corp e pela Magnet concluem que cada segundo adicional no tempo de carregamento reduz conversões em 7%. Se o teu e-commerce factura 100 mil euros por mês e o site demora mais 1 segundo do que devia, estás a perder 7 mil euros por mês. 84 mil por ano.
A Amazon, que testa obsessivamente a performance, estima que 100 milissegundos de latência custam 1% das vendas.
O caso Swappie
A Swappie, marketplace europeu de smartphones recondicionados, investiu na optimização dos Core Web Vitals. Melhorou o LCP (Largest Contentful Paint) em 55% e o CLS (Cumulative Layout Shift) em 91%. O resultado? Um aumento de 42% na receita mobile.
Não foi uma campanha de marketing. Não foi um redesign. Foi performance.
O estado actual
Em 2026, apenas 47% dos sites analisados cumprem os limiares "bons" do Google para Core Web Vitals. Os restantes 53% perdem entre 8% e 35% em conversões, tráfego e receita.
Porque é que isto continua a ser ignorado
Porque a lentidão é gradual. Ninguém acorda um dia com o site subitamente lento. Vai-se acumulando: uma imagem não optimizada aqui, um script externo ali, um plugin a mais acolá. E como o impacto nas vendas também é gradual, ninguém liga a causa ao efeito.
Performance não é um assunto técnico. É um assunto de negócio. E os dados não deixam margem para dúvida.
Fontes:
- ALM Corp / Magnet, Web Performance Impact Studies
- Amazon, Latency and Revenue Research
- Sky SEO Digital / Swappie Case Study, 2026
- RUMvision / Increv, Core Web Vitals Analysis 2026
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