Se fizeres uma lista de todas as subscrições de software que a tua empresa paga — todas, não só as que te lembras — é provável que o número te assuste.
O estado actual
Segundo a Cledara, as empresas gastam em média 4.830 dólares por colaborador por ano em subscrições SaaS. Isso é um aumento face aos 3.960 do ano anterior. Alguns relatórios da Binadox colocam o valor nos 7.900 dólares — um aumento de 72% em cinco anos.
O Zylo SaaS Management Index de 2025 estima que 49% das licenças SaaS não são usadas. Quase metade. E o desperdício médio por empresa é de 21 milhões de dólares por ano — com um aumento de 14,2% ano após ano.
Porque é que o preço só sobe
A SaaStr calculou que os preços de SaaS subiram 11,4% em 2025 — contra uma inflação de mercado de 2,7%. Ou seja, o software está a subir 4 vezes mais rápido do que tudo o resto.
E agora temos um novo problema: pricing baseado em consumo de IA. Segundo a JumpCloud, 66,5% dos líderes de IT reportam cobranças inesperadas por funcionalidades de IA que nem sabiam que estavam activas.
O ciclo vicioso
Alguém precisa de uma ferramenta. Subscreve. Usa durante 3 meses. Deixa de usar. Ninguém cancela. Repete isto 50 vezes numa empresa com 100 pessoas e tens o problema.
O SaaS é fantástico para começar rápido. O problema é que cancelar é sempre mais difícil do que subscrever — por design.
O que devias fazer
Uma auditoria trimestral de todas as subscrições. Não anual — trimestral. Verificar quem usa o quê, cancelar o que não é usado, e consolidar onde possível. É trabalho chato. E poupa milhares.
Fontes:
- Cledara, SaaS Spending Report 2025
- Zylo, SaaS Management Index 2025
- SaaStr, SaaS Pricing Trends
- JumpCloud, AI Pricing Survey 2025
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